por Carla Castro

Com a desistência do ex-ministro Joaquim Barbosa de concorrer à Presidência da República, seguido da decisão de sua legenda (PSB) em não mais apresentar outro nome para substituí-lo, um novo quadro se desenha no horizonte político, fato que enseja o PSD apoiar a provável candidatura de Guilherme Afif Domingos.

Com as esquerdas literalmente “rachadas”, o MDB “engessado” no governo e despido de discursos ou projetos que lhes renda popularidade em amplitude nacional, como não existe espaço vazio em política, o PSD poderá largar, na frente, na tentativa de ocupar este vácuo.

Faltam pouco mais de oitenta dias (05.08.2018) para o encerramento do período da realização das convenções, com vistas à campanha presidencial. Até o momento, apenas três candidatos se mobilizam com o firme propósito de chegar ao segundo turno do pleito, realizado em 28/10/2018: Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e Geraldo Alckmin. Os demais (cerca de doze pré-candidatos) não aparecem sequer nas redes sociais, especialmente nos blogs de repercussão nacional ou portais de notícias.

Guilherme Afif Domingos é um nome nacionalmente conhecido desde 1989, quando disputou a primeira eleição direta para Presidente da República, após a redemocratização. Empresário e político, já tinha ocupado cargos importantes no Estado de São Paulo antes de 1986, quando obteve a terceira maior votação do país, como deputado federal (mais de 500 mil votos), pelo PL – Partido Liberal. Eleito Deputado Constituinte, sua brilhante atuação foi destacada pela mídia nacional, episódio que o motivou a disputar as eleições presidenciais de 1989 – pleito que concorreram 17 candidatos – ocasião que obteve 3,2 milhões de votos, ocupando a sexta colocação e ficando à frente de figuras importantes como Ulisses Guimarães (PMDB), Roberto Freire (PCB); ex-vice-presidente Aureliano Chaves (PFL); Fernando Gabeira (PV) dentre outros. Com slogan: “juntos chegaremos lá”, Afif ficou inesquecível. Ano de 2006, mesmo diante do amplo favoritismo de Eduardo Suplicy apoiado pelo governo Lula, concorreu para o Senado da República pelo Estado de São Paulo, conquistando 8,2 milhões de votos (43.70%) fato que surpreendeu a classe política, levando-o em 2010 a compor a chapa (vitoriosa) como vice, do ex-governador Geraldo Alckmin.

Seu rompimento com o ex-governador Geraldo Alckmin se deu pouco tempo depois da eleição, quando se aliou ao ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para fundarem o PSD. Guilherme Afif Domingos – caso consolide sua candidatura – será o único presidenciável que representará um segmento importante da sociedade: empresários, e os micro e pequenos empreendedores.

Considerado como o pai do “simples” um tipo de imposto único para pequenos e médios empresários, Afif Domingos é respeitado neste setor pela sua ferrenha postura contra a enorme carga tributária ora praticada no país, para ele, fator desestimulante para o empreendedorismo e sobretudo, para sobrevivência da atividade produtiva. A frente do SEBRAE tem desenvolvido um trabalho modernizador e revitalizante na área do empreendimento, apesar das dificuldades que atravessa o país, mergulhado em uma profunda crise econômica e política. 

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