Por que Afif Domingos ainda não foi sabatinado no Programa Roda Viva?

Brasília 24 de junho de 2018

Por Carla Castro

O programa, “Roda Viva”, da TV Cultura, respeitado por manter uma linha editorial independente – despida de quaisquer interesses mesquinhos – com uma ampla visão conceitual suprapartidária, ainda não agendou entrevista com o presidenciável, Guilherme Afif Domingos, do PSD-SP. Por que?

Tudo que o telespectador viu e ouviu, até agora, dos pré-candidatos que estiveram sob os holofotes e câmeras da TV Cultura, foram propostas utópicas, inspiradas em velhos temas, com suas cores desbotadas pelo tempo, distante de uma realidade que nos aponta para o atual mundo globalizado “inclusivo”.

Até o presente, todos os entrevistados se repetem, apresentando propostas de redução do tamanho do “estado”, combate a corrupção e abrandamento da violência banalizada, que finalmente chamou a atenção da classe política – neste ano eleitoral de 2018 – quando os números (62 mil assassinatos) em apenas um ano, superou as baixas da longa guerra civil da Síria.

Para um candidato, o aconselhável é que fale a “linguagem do povo”, dizendo aquilo que anseiam ouvir. Todavia, os métodos para se alcançar estes três pilares do debate, não são na prática revelados pelos presidenciáveis.

Como conseguir diminuir o estado, combater a corrupção e desacelerar a criminalidade?

Com a inclusão social? É claro. Um dos meios rápidos de se esvaziar os presídios, desestimular a violência e, de certa forma, reduzir um pouco da corrupção existente neste setor, que contamina os três poderes. Mas, o PT já tentou isto, com os seus programas de “bolsas” (Renda e Família). Tudo que conseguiu foi “engessar” 16 milhões de famílias, num tipo de aposentadoria precoce. Estas propostas de resgates ou “passagens” tornaram-se permanentes, para seus beneficiados, ora descompromissados com o futuro do país. A angústia dos governantes é saber como lidar nas próximas décadas, com este gigantesco orfanato, de jovens saudáveis; desabilitados para o mercado de trabalho; chefes de famílias de uma geração “nem, nem”: nem estudam, nem trabalham.

Fazem três décadas que o Brasil não recebe investimentos em nível de grandes plantas industriais, que empreguem mais de 10 mil pessoas. O ABC Paulista e os centros de indústrias do Rio de janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, estão todos falidos ou sucateados, suplantados pela concorrência internacional de outros emergentes como a China e a Índia. O país precisa se reinventar. A “salvação da lavoura” tem sido o agronegócio, que está se aproximando do seu limite, empregando mais de um milhão de trabalhadores no campo e nas grandes indústrias de processamentos de carnes para exportação. Mesmo que continue a se expandir, usará a automação como redutor de custos e amplificador de lucros.

Seria muito interessante ouvir, o presidenciável, Guilherme Afif Domingos, sobre sua plataforma de campanha já que tem uma ampla experiência no setor do microempreendimento, comprovado através do seu exitoso trabalho, desenvolvido através do SEBRAE. Saber como ele pretende “desarmar” o crime, através da ocupação e do trabalho. Como reduzir o tamanho do estado, cortando impostos para estimular o investimento. E como a corrupção seria combatida – de forma educativa – e não através da instrução formal via ensino regular. A escola é local de aprendizado. Mas, a educação vem do lar.




colunapolitica

A Coluna Política é uma publicação da equipe Really Brasil - parceria/conteúdo fornecido por assessorias e agências de notícias. Sugestão de pauta: redacao@ColunaPolitica.com.br NOTA DA REDAÇÃO: Em cumprimento à Legislação Eleitoral, o SITE COLUNA POLÍTICA não publicará os comentários dos leitores. O espaço para a interação com o público voltará a ser aberto logo que as eleições de 2018 se encerrarem.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *