A voz de Moscou: Jornalista ataca Moro e Álvaro Dias

Brasília 14 de agosto de 2018

Por Lúcia Guerra | Jornalista DRT-DF 12054 |

O Jornalista Reinaldo Azevedo – algoz do Juiz Sérgio Moro e da força tarefa da operação lava-jato – defensor e “doutrinador subliminar” da permanência do estado de corrupção banalizada que ora vive o país, se prestou agora ao papel de “desconstruir” todas as candidaturas à presidência da República, que façam oposição ao PT e seus semelhantes.

Criticando, de modo insano e enraivecido, o candidato do PODEMOS à presidência da República, Reinaldo Azevedo caluniou o Juiz Sérgio Moro, quando o acusou de manter preso um adversário do Senador Álvaro Dias, pelo simples fato do presidenciável ter assumido compromisso público no debate da BAND TV (09.08.2018) de se eleito, nomear o Magistrado que tem julgado os processos da lava-jato, como Ministro da Justiça.

Foi este tipo de jornalismo, praticado por Reinaldo Azevedo, que levou a imprensa escrita no Brasil à falência pela mais completa falta de credibilidade e total parcialidade. Hoje, esta mesma gente – cínica ou ironicamente – cobra do Google e de outras ferramentas ancoradas na internet, um combate ostensivo ao que eles consideram como “fake news” (?). O que Reinaldo Azevedo fez, no rádio, é o mais perfeito exemplo de “fake news”. “Plantar” uma notícia, com informações falsas, atingindo a carreira de um Magistrado respeitado por toda a população brasileira, imputando ao mesmo, a culpa pela prisão (e manutenção no cárcere), do ex-presidente Lula, condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Qual a culpa que tem o Juiz Sérgio Moro, de sentenciar na forma da lei, um transgressor? Para ser mais claro, um criminoso?

Os milhares de “Reinaldos Azevedos” espalhados Brasil a fora, foram os responsáveis pela decisão do STF de desregulamentar a profissão de Jornalista, frustrando um número inimaginável de jovens que buscavam nas Universidades Públicas e Privadas, um diploma com este título. Um professor aprende ensinando. Um Jornalista se instrui, informando. Para informar e “formar” opinião, o profissional desta área tem que saber ler, escrever e interpretar. Pesquisar, sobre o tema que vai abordar, nunca se esquecer de checar fontes e conferir a fidelidade da informação.

Que aprenda o “Jornalista” Reinaldo Azevedo. Um Juiz só pode mandar prender, num único caso que lhes assegura a legislação vigente: desrespeito à autoridade. Mesmo assim, não pode manter o detido no cárcere. O Magistrado após esta atitude segue o rito natural do processo. Registra um BO – boletim de ocorrência – a autoridade policial instaura um inquérito, testemunhas são ouvidas, e ao “agressor” é assegurada a ampla defesa. O Juiz Sérgio Moro nunca mandou prender o ex-presidente Luiz Inácio da Lula da Silva. O MPF e a força-tarefa da lava-jato, sob a liderança dos Promotores concursados e de carreira, Deltan Dallagnol e Carlos Fernando, ombreados com a Polícia Federal (PF), instauraram inquérito, processaram o ex-presidente Lula como corrupto e lavador de dinheiro. Pediram ao Juiz Sérgio Moro sua condenação. O ex-presidente usou e abusou da ampla defesa, arrolando mais de uma centena de testemunhas – modus operandi procrastinatório – na intenção de alcançar os efeitos prescricionais do processo.

A sentença do Juiz Sérgio Moro, decepcionou o MPF que recorreu de sua decisão, inclusive por não ter encarcerado Lula, como fez com todos os demais envolvidos na lava-jato. Conforme deixou transparecer o Juiz Sérgio Moro, tratava-se de um caso “único” na história das democracias ocidentais. E como ficaria a imagem do Brasil no exterior? Um ex-presidente ladrão? Preferiu aguardar a decisão do Tribunal Regional Federal da quarta Região (RS), já que as partes (acusação) MPF, e defesa, recorreram de sua sentença. A sentença foi reformada. Ao invés de nove anos de meio de cadeia em regime fechado, como julgou Sérgio Moro, o TRF-4 ampliou para 12 anos e um mês, também em regime fechado. Abriu prazo para defesa do condenado que simultaneamente usou todas as Cortes de Justiça acima de Moro. TRF-4, STJ e STF, que mantiveram a decisão do TRF-4. Quem determinou o encarceramento do ex-presidente criminoso não foi o Juiz Sérgio Moro. Ele cumpriu ordens expressas do TRF-4, e esperou ainda que o condenado se apresentasse em Curitiba (PR) na sede da Polícia Federal, onde está até hoje, ferindo a legislação vigente. Lugar de condenado é em presídio para cumprir pena. O que faz Lula numa Delegacia?

É assim “jornalista” Reinaldo Azevedo que se registra um fato, para posteridade. Sem distorcer a verdade, para que nossa história seja fundamentada documentalmente na realidade de seus acontecimentos. Lamentavelmente talvez o Jornalista esteja no momento errado, e no país também errado. Seu lugar seria na extinta União Soviética e no jornal oficial do PC, O Pravda. Ou, nas ondas sonoras da Voz de Moscou, cujo propósito era proteger um partido de “privilegiados” com hum milhão de filiados, escondendo a verdade e constantemente mentindo para 230 milhões de pessoas, que compunham mais de 30 repúblicas na órbita de Moscou. Até hoje, os Soviéticos não sabem o que aconteceu em Chernobyl. Se não fosse o “vazamento” ou escuta clandestina dos Russos, de emissoras como a BBC de Londres, centenas de milhares de seres humanos teriam sido atingidos pela radioatividade expandida pela explosão de uma usina nuclear, que contaminou países além-fronteiras russas. Nunca se soube, o número exato de vítimas, no momento, em curto, médio e longo prazo. A verdade não tem dono.

Lúcia Guerra é jornalista e escreve para vários sites sobre política.

| Jornalista. DRT-DF 12054 |

 

NOTA DA REDAÇÃO:

Em cumprimento à Legislação Eleitoral, o SITE COLUNA POLÍTICA não publicará os comentários dos leitores. O espaço para a interação com o público voltará a ser aberto logo que as eleições de 2018 se encerrarem.

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