DISPUTA PELO SENADO DO AMAPÁ PODE CULMINAR EM RESULTADOS INESPERADOS

Brasília 31 de agosto de 2018

POR CARLA CASTRO

Entre os dias 13 e 16/08/2018, o IBOPE foi a campo, no Estado do Amapá, para averiguar as intenções de votos da população, com vistas à disputa pelo Senado da República. O resultado, bastante “pulverizado” – apesar da vantagem do candidato da REDE, senador Randolfe Rodrigues – figurando na liderança com índices expressivos em relação à opção “do momento” de 46% das intenções de votos. Distante do segundo mais cotado, Janete Capiberibe (PSB) com 30%.

Do terceiro ao sexto lugar, um empate técnico (em ascensão) põe o resultado do pleito ainda sobre grande expectativa, sobretudo com o início do horário gratuito (guia eleitoral) que será veiculado diariamente a partir do dia 31/08/2018. O tempo de exposição midiática, para quem tem histórico e currículo, sempre foi veículo de mudanças e causando resultados muitas vezes surpreendentes.

O problema para os dois primeiros colocados na amostragem reside num empate técnico – em luta e ascensão – que vai do terceiro ao sexto lugar. Luís Barreto (PTB) 20%; Gilvan Borges (MDB) 19%; Fátima Pelaes (MDB) 17%; Jorge Amanajás (PPS) 14%; Isto implica numa guerra a ser travada, principalmente pelo segundo voto, que pode ser cruzado com qualquer um dos concorrentes. O grande número de candidatos exigirá do eleitor, exame em profundidade e com bastante cautela, comparando as biografias dos competidores.

Alguns exemplos clássicos podem ser apontados como na Paraíba, por exemplo, as duas derrotas do ex-governador Wilson Braga para o Senado (1986 e 2002), quando terceiro e quarto lugar lhes tiraram da liderança como imbatível. No Ceará, a derrota de Tasso Jereissati; No Rio de Janeiro, Leonel Brizola… Se apresentando de forma oposta às corridas para os governos dos estados e Presidência da República, onde se faz uma analogia comparando a peleja a uma maratona. O vencedor (governo dos estados e presidência) é sempre o mais resistente, que mantém um ritmo de crescimento lento, porém constante. O Senado Federal, são os 100 metros rasos. A velocidade é imperativa para conquista da “medalha”.

A surpresa na consulta popular feita pelo IBOPE no Amapá está no excelente posicionamento obtido pela candidata Fátima Pelaes. Terá o maior tempo de TV, tem um bom discurso sobre os direitos da mulher e um excelente trabalho comprovado em seu currículo, quando ocupou, por mais de um mandato, espaço de destaque na Câmara dos Deputados. Dispõe de dinamismo (velocidade) para subtrair votos dos que estão bem à sua frente – conquista dobrada – pois um voto tirado de um adversário representa dois, na contagem geral; brancos, nulos, não sabem ou não responderam somam 28%; Fátima Pelaes está afinada com seu companheiro de chapa Gilvan Borges (que tende a crescer) contando com um importante aliado: tempo de Rádio e TV, propaganda oficial dos partidos e candidatos. Com temas mais palpitantes e discutindo os interesses de um dos mais novos estados da federação (Amapá) Pelaes e Gilvan podem avançar muito, sufocando o discurso “ideológico” das esquerdas, que não saiu do papel e se fundamenta na crítica pela crítica, sem apontar saídas ou projetos de alternativas viáveis que atraiam a confiança do eleitorado. O Jogo apenas começou.

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