SABOTAGEM DA GRANDE MÍDIA

Brasília 22 de agosto de 2018

POR CARLA CASTRO 

A divulgação da primeira pesquisa realizada pelo IBOPE, aferindo os índices de preferência do eleitorado brasileiro, com vistas ao pleito de outubro próximo (2018), revela que toda a grande mídia unida, finalmente foi vencida, pelo povo. Graças à internet e seus múltiplos mecanismos que compõem as redes sociais, a verdade tão escondida apareceu. Muito embora, ainda de forma acanhada e suspeita, quando sugerem que um presidiário – caso a lei permita – se fosse candidato, alcançaria popularidade astronômica, não compatível com a realidade desdobrada nas demais pesquisas realizadas pelo mesmo IBOPE individualmente todos os estados da federação.

Nos 16 estados que compõem as regiões norte/nordeste – consideradas como grandes redutos do PT – responsáveis pelas reeleições de Lula e Dilma, somente no Ceará e Rio Grande do Norte, a legenda de Lula tem candidatos liderando as pesquisas. Na Paraíba, Pernambuco, Maranhão, Sergipe, Alagoas… O PT sequer registrou candidaturas. No norte, com a exceção do Acre, nos demais estados também não têm candidatos que figurem nas pesquisas. No Sudeste, onde se concentram algo em torno de 40% do eleitorado do país (Rio, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais) só no menor dos colégios eleitorais – Espírito Santo – o PT tem um candidato competitivo. Na região Sul, a legenda está literalmente sepultada. No Centro Oeste, simplesmente não existe mais PT (sentido figurativo) é coisa do passado. Com este quadro, onde o PT de Lula conseguiria 37% do eleitorado brasileiro? Isto representa 63 milhões de eleitores, de um total de 147 milhões, aptos a votarem conforme divulgou o TSE.

Desde a redemocratização do país (1985), a grande mídia nacional tem sido uma fonte conspiradora contra a vontade popular. Pautavam os candidatos, e os empurrava “goela abaixo” na população. Nunca tiveram o menor respeito pelo povo, e subestimavam seu poder de escolha, ou discernimento, sobre o candidato que fosse capaz de lhes assegurar melhor qualidade de vida. O eleito – mesmo com fraudes ou não, segundo teorias conspiratórias – era sempre o pré-comprometido com o gigante sistema de comunicação do Brasil, envolvendo as quatro redes de televisão, três Jornalões e três revistas semanais. O país inteiro sabe que Lula na primeira eleição direta (1989) não alcançou o segundo turno. 0,9% à frente de Brizola, que pediu dez vezes recontagem dos votos, no nordeste – ou pelo menos em Pernambuco – e o então Presidente do TSE Francisco Rezek sem justificativas negou todas as petições. Algo tão obscuro, feito de modo grosseiro e parcial, escrachado (apoiado pelo gigante sistema da mídia), logo enxergado pelas digitais deixadas na cena do crime: Francisco Rezek foi o primeiro dos Ministros a ser escolhido pelo Presidente Collor, para o Itamaraty (Relações Exteriores). Quando Collor traiu o “grande sistema”, na tentativa de criar uma rede de comunicações (CNT) a partir do Paraná, foi deposto pelo Congresso Nacional. Os processos que o envolveram no seu surreal impeachment (316), o STF o inocentou em todos (?). Mas, manteve sua inelegibilidade por oito anos, fato que o impediu de concorrer no pleito de 1994, quando FHC derrotou pela segunda vez Lula.

O povo brasileiro não teve nos últimos 38 anos, o direito de escolher um nome para Presidente, com competência de fazer o país voltar a crescer. Desde 1980, que o Brasil não cresce. Seu parque fabril, outrora competitivo, hoje está totalmente sucateado. A nação sobrevive de commodities. Exportamos matéria prima, e a importamos manufaturada. Tudo isto com o apoio do “grande sistema midiático”, que estando bem, o Brasil pode ficar de mal a pior. Enganam a população com o entretenimento. Novelas, reality shows; esportes e muito futebol. Esmolas são dadas através do Bolsa Renda. Os “pelegos” se camuflam nas 17.000 ONGs; MST; MTST; 16.000 Sindicatos. Se não rompermos com este ciclo, seremos a Venezuela do amanhã.

Até quando a rede globo e toda a anturragem que integra o “sistema” iriam esconder Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Álvaro Dias, Geraldo Alckmin e Marina silva? Mesmo com as redes sociais atentas, e no combate direto contra a manipulação, a resistência vai além do imaginário. No último debate dos presidenciáveis (Rede TV) se não fosse o protesto e ameaça de Jair Bolsonaro em se retirar do programa, caso não removessem um púlpito vazio – que simbolizava Lula – o Brasil inteiro iria considerar o presidiário como uma vítima. De quem partiu a ideia? Durante este dito debate, o twitter derrubou oito hashtag dos seguidores de Jair Bolsonaro, quando atingia um milhão de seguidores. Dia seguinte, cancelou a conta do próprio candidato no Twitter.

Restam 48 dias para a realização do primeiro turno das eleições. Até lá, o “sistema” decidirá: ou salva sua credibilidade totalmente comprometida, ou será derrotado ao lado dos candidatos que defendem. Todavia, o que se espera é o final de uma sabotagem contra o povo, e os poucos políticos dignos e honrados que acreditam na democracia brasileira.

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