ELEIÇÃO 2018: A CONSPIRAÇÃO ESQUECEU UM JACK RUBY

Brasília 12 de setembro de 2018

Carla Castro – Coluna Política

Por mais que o réu confesso, do atentado contra a vida do presidenciável Jair Bolsonaro, argumente que agiu sozinho, as evidências que surgem na lenta e “turva” investigação da Polícia Federal apontam na direção de uma conspiração orquestrada, bem planejada e com expectativa de sucesso total. A partir da segurança da vítima (PF) armada, e sua militância – identificada de forma precipitada por seus algozes – como violenta e fortemente armada. Enganaram-se. A maioria dos seguidores de Jair Bolsonaro, cristãos, patriotas; adversos da violência; defensores da família e ordem pública, fatos até então desconhecidos pelos criadores do atentado.

O imaginado pelos “operadores” da ação criminosa era a trágica morte do autor do atentado, linchado pela militância, enfurecida pela barbárie. Quanto ao autor, estava confiante por não está só. Duas mulheres – em vídeos espalhados pelas redes sociais – mostram que o ataque não foi de um “lobo solitário”. Foi de uma alcateia bem furiosa. Nas informações desconectas, tem um suspeito internado por ter segurado um dos seguranças de Bolsonaro. Em outro vídeo, mostra um elemento – que sugere ser segurança – em curta distância de Bolsonaro, e na hora do atentado. No momento do socorro a vítima, pressiona o local próximo à lesão aumentando efeitos da perfuração.

A prisão foi feita de imediato, por populares próximos da vítima, e o “Chacal” foi entregue aos componentes de uma viatura da PM que estava próximo. Mas, a PF, também estava presente. Imediatamente o levaram para uma delegacia da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais. O Governador concedeu entrevista, afirmando que “sua” Polícia Civil iria apurar o caso. Antes, um PM reproduziu o que ouviu do autor do ataque, a caminho da delegacia. Agiu sozinho, e não era filiado a nenhum partido político, portanto sem motivação ideológica. Este PM apenas transportou o prisioneiro até a delegacia. Cabia a ele interrogar um preso em flagrante? E a filmagem que “vazou” da delegacia, criminoso dizendo que recebeu “ordens de Deus”? De quem foi o celular, senão de um Policial envolvido na operação?

Rapidez impressionante foi do Advogado que estava em Barbacena, distante no mínimo duas horas de Juiz de Fora. O atentado foi às 15hs40min. Às 18hs00 o Advogado já prestava declarações à mídia, afirmando que o assassino não teve a intenção de matar. Quem contatou o Advogado? O preso não usou telefone. Alguém que o conhecia, e o fez se deslocar com tanta velocidade – de veículo – preparar procuração, encontrar Delegado, proteger o Algoz de Bolsonaro, para que ele só falasse em sua presença. A assistência Jurídica foi bem mais rápida e eficaz, que a ágil e habilidosa equipe médica. Quando Bolsonaro começou a ser “cirurgiado”, o facínora já estava juridicamente protegido pela melhor banca de advogados do Estado de Minas Gerais.

Em toda conspiração existe sempre uma falha, mesmo que o objetivo seja alcançado. No assassinato do ex-presidente Kennedy – mais de 5.300 livros sobre a conjuração que envolvia CIA, FBI; Illuminati; Máfia e Anticastristas – não contavam com o filme de Zapruder. Só exibido quatro anos depois, quando o Promotor Jim Garrison de Nova Orleans – autor de uma verdadeira cruzada na busca da verdade – levou a julgamento um dos suspeitos de participar da trama. Sessenta e três testemunhas oculares da “triangulação” do fogo – três equipes de pistoleiros – morreram tragicamente na medida em que evoluíam as investigações de Garrison (reproduzidas no cinema através do filme JFK a verdade que não quer calar).

Os Conspiradores se apavoraram quando perceberam que poderia dissolver a Confederação dos Estados Unidos da América – caso fosse comprovado a “Conspiração” – Veio a improvisada alternativa Jack Ruby. Matou Lee Oswald “suspeito” como único assassino ou “lobo solitário” pela morte Kennedy, diante de toda força policial de Dallas, na garagem da delegacia onde estava preso durante dois dias, sem prestar depoimento a Justiça.

No atentado a Bolsonaro, se esqueceram de escolher um Jack Ruby. Como “plano B”. Preocuparam-se em lhes oferecer cobertura e vigilância jurídica, temendo sua confissão. Mas, as “digitais” da trama virão à tona. Se a tecnologia que hoje o mundo dispõe, existisse em 22.11.1963, a conspiração Kennedy teria sido desvendada. Adélio Bispo de Oliveira e seus quatro aparelhos de telefone celulares apreendidos, darão todas as pistas para polícia prender quem o recrutou, pagou e planejou o crime que não deu certo. Estranho, porém é a “inversão” da ordem do Estado Brasileiro e seu descaso sobre o hediondo atentado. Só quem fala sobre o fato ocorrido, prestando esclarecimentos à mídia, é o Ministro da Defesa (?). Por que não o da Justiça? Torquato Jardim? O país não foi vítima de um atentado que ponha em risco sua soberania. Isto nos leva a triste conclusão que a candidatura de Jair Bolsonaro ameaça toda a classe política, e todos os seus partidos ou representações (exceto o PSL). Quem deseja Bolsonaro no poder é o povão, vítima da corrupção institucionalizada, compadrio do Judiciário; criminalidade banalizada; auditorias e investigações que desmascarem os conluios que através de cartéis, furtam o sofrido povo brasileiro e buscam se eternizar no poder.

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