A máquina no defeso
Equipe CP. -
8 de julho de 2026
Desde 4 de julho, a máquina pública entrou no freio eleitoral.
Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, candidatos estão proibidos de aparecer em inaugurações de obras, governos devem limpar sites oficiais de nomes, imagens e símbolos com cheiro de promoção política, e a publicidade institucional foi para o congelador.
Shows pagos com dinheiro público, pronunciamentos em cadeia de rádio e TV e transferências voluntárias de recursos também entram na lista de restrições, salvo exceções previstas em lei.
Na administração, nomeações, demissões, exonerações e movimentações de servidores ficam limitadas. Concurso só rende nomeação se tiver sido homologado até 4 de julho.
Desde 5 de julho, está liberada apenas a propaganda interna para as convenções partidárias, que começam no dia 20.
É o velho ritual brasileiro: a lei tentando lembrar aos donos provisórios do poder que governo não é comitê de campanha.

