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PSL: O que está em jogo é o futuro do país

PSL: O que está em jogo é o futuro do país

Por Ronaldo Nóbrega | A possibilidade de saída do Presidente da República, Jair Bolsonaro, de sua atual sigla partidária, o PSL (Partido Social Liberal), tem causado um verdadeiro furor no cenário político brasileiro. O partido fundado por Bivar em 1994 foi entregue a Bolsonaro para que ele pudesse se lançar à Presidência em 2018.

Com o objetivo principal concluído, tanto Bolsonaro, como Bivar foram eleitos. O PSL saiu da condição de “nanico” para se tornar o 2º maior partido em número de cadeiras na Câmara dos Deputados. Além disso, elegeu três senadores e três governadores de estado. O “efeito Bolsonaro” arrastou um grande número de novatos políticos para a composição do PSL e inaugurou uma retomada do neoliberalismo conservador no Brasil.

Embora o pleito de 2018 tenha sido um grande sucesso, desde então as disputas internas no partido e na equipe do governo são o principal empecilho de Bolsonaro em sua gestão e de Bivar no comando do partido. Essas intrigas não ajudam em absolutamente nada a proposta de fortalecer a direita no país e de implementar um projeto neoliberal no Brasil.

Os recentes desentendimentos só têm gerado desgastes ao governo e os principais beneficiados são da oposição que não querem ver o Brasil prosperar. Está na hora de reconhecer e prestigiar os esforços de cada integrante, especialmente de Luciano Bivar, que entregou as chaves do PSL e de Bolsonaro que capitaneou um verdadeiro fenômeno político.

Há espaço e poder para ambos, nenhum desses atores políticos precisa ficar mitigado ou desprestigiado na sigla. O momento é de unir esforços, de reagrupar o partido e de estabelecer condições claras de permanência, fidelidade e postura para todos os parlamentares da sigla.

O que está em jogo é o futuro do país, muito maior que meras disputas internas de um partido. Com a saída de Bolsonaro, o PSL e o próprio Presidente vão perder poder e influência no Congresso, além de ocasionar um fortalecimento dos partidos de esquerda.

A frase do momento é “dê a César o que é de César”. Bivar merece o controle do partido, Bolsonaro merece opinar sobre os rumos da sigla e os parlamentares merecem crédito por votarem nas pautas do governo.

Ronaldo Nóbrega

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