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"Campelo representa o fim do partidarismo na OAB-DF", diz Rangel

redacao@justicaemfoco.com.br | - quinta, 08 de julho de 2021
 

O advogado Leonardo Rangel, pré-candidato à presidência da Subseção do Guará, concedeu entrevista ao Justiça em Foco sobre as questões mais urgentes da OAB-DF: eleições, partidarismo indevido, falta de participação dos advogados, omissões na defesa de prerrogativas da classe e mais.

Confira:

O que é mais urgente na seccional/DF hoje?

A participação dos advogados. Parece que não somos integrantes da Ordem. A relação de comunicação entre o presidente e a classe precisa melhorar.

Já existem pré-candidaturas para as eleições de novembro. Quem você acha que tem as melhores propostas?

Em uma recente análise, entendi que advogado e pré-candidato à presidência da OAB-DF, Guilherme Campelo  é o mais preparado para atender aquilo que a classe dos advogados necessita.

Como você avalia a defesa das prerrogativas dos advogados?

Hoje temos uma advocacia surda e muda. Não atua como deveria porque tem seus direitos violados. Existem diversas omissões da Ordem quanto a isso. Recentemente, um advogado do Guará foi desrespeitado por um deputado distrital e não teve resposta ao relatar o caso, nem da sua Subseção, nem da OAB-DF. Teve que entrar com processo judicial por danos morais, que corre em sigilo de justiça. É triste, porque a OAB serve justamente para atender os advogados nessas questões.

Como você acha que a OAB-DF tem tratado os jovens advogados?

Não há nenhuma ajuda para aqueles que estão iniciando na profissão além de cursos. Percebo uma frustração deles, pois é uma grande alegria receber a carteirinha da OAB, mas depois percebem-se abandonados pela entidade.

Na sua opinião, há partidarismo na OAB?

Com certeza. Há mais de uma década, vemos presidentes assumindo o cargo para ter facilidades em candidaturas políticas posteriormente. Essa mistura de política partidária com a OAB faz o respeito da classe perante a sociedade diminuir. Acredito que Campelo representa o fim do partidarismo na seccional.  

Essa falta de credibilidade tem relação com a quantidade grande de faculdades de direito no DF?

Sim. São muitas faculdades e poucas com notas boas de avaliação pelo MEC. Para manter a qualidade da advocacia na seccional, a OAB-DF precisa tomar alguma atitude em relação a isso, porém é omissa. Afinal, mais inscritos significa mais arrecadação. Temos advogados que mal sabem fazer petições.

Como você avalia a aplicação dos recursos da OAB?

Não percebemos nada sendo feito com o nosso dinheiro. Os convênios são ruins, se vou a uma farmácia é provável ter mais desconto como pessoa física do que como advogado. E para piorar, a transparência é péssima. Muita coisa poderia ser feita na seccional com uma das maiores arrecadações do Brasil.