Política

Em entrevista à ‘IstoÉ’, Luciano Bivar dispara: “a maioria dos brasileiros não vota em Lula e não vota em Bolsonaro”

Ronaldo Medeiros | CP | (Foto: Flickr/UB) - segunda, 20 de junho de 2022
 

Luciano Bivar não poupou críticas ao governo de Jair Bolsonaro. Bivar é pré-candidato à Presidência pelo União Brasil e foi o responsável por acolher Bolsonaro em 2018 no PSL. Definitivamente rompidos politicamente, Bivar afirma que o atual governo não fez nada pela economia liberal, não respeita as instituições e que teme um ‘regime de força’ caso Bolsonaro seja reeleito: “e se (Bolsonaro) baixar um AI-5 e fechar o Congresso?”, indagou Bivar.

Agora, como adversários políticos, Bivar tenta furar a bolha da polarização Bolsonaro-Lula e acredita numa possível chapa puro-sangue, sendo cotadas para Vice a senadora Soraya Thronicke (União-MS) e Rosângela Moro, esposa de Sérgio Moro. Os nomes surgiram após o PSDB e o MDB manifestarem que não irão apoiar o União Brasil. Luciano Bivar também descarta uma dobradinha com Ciro Gomes: “O programa do Ciro é totalmente diferente do nosso. Ele [...] acha que pode resolver os problemas do Brasil taxando grandes fortunas, cobrando impostos sobre lucros e dividendos”, ponderou Bivar.

Sobre o programa de Lula que prevê o fim do teto de gastos, Bivar comentou que: “não ter um teto de gastos é inadmissível. [...] Quando você se torna rebelde e deixa de ter educação financeira, se estabelece o caos”.

A estratégia de Bivar e do União Brasil é apostar em um programa de governo bem claro, principalmente na parte tributária. Segundo Bivar, a ideia do Imposto Único é inegociável e se configura como a principal bandeira da sua candidatura: “A gente não pode continuar com esse manicômio tributário do país. Quem ganha até 6 salários-mínimos será isento do Imposto de Renda e da Previdência. Se você contrata um funcionário por R$ 4 mil, no final do mês, ele ganhará R$ 4 mil, não haverá aquela mordida do leão”, prometeu Bivar.

Questionado se apoiaria algum dos lados num possível 2º turno entre Lula e Bolsonaro, Bivar foi enfático: “Eu me recuso a votar em qualquer um desses lados. Lula e Bolsonaro têm métodos diferentes, mas, no fundo, são inimigos da liberdade. O primeiro é contra a liberdade econômica e o segundo contra a liberdade democrática.”

Por fim, Luciano Bivar diz que a maioria dos brasileiros, assim como ele, não vota em Lula e não vota em Bolsonaro, portanto a eleição está aberta: “acredito muito na parcela silenciosa da população que não quer os candidatos da polarização. Quero que essa parcela da sociedade perca o medo e não aceite a realidade, que aposte na esperança”.  

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