Ronaldo Nóbrega

Gobbo no MEC vai evitar agravamento da crise educacional

Por Ronaldo Nóbrega - sexta, 10 de julho de 2020
 

O nome do Coronel José Gobbo Ferreira agrada tanto a aliados, como a setores do governo. Pelo fato de ser um conservador, Gobbo Ferreira defende a ideia da escola sem partido e enfatiza que governos anteriores sucatearam a educação brasileira e maquiaram os números para prestar contas.

A realidade educacional brasileira deriva de um grande erro estratégico dos governos Lula e Dilma de focar todos os esforços no ensino superior, deixando a educação básica e o ensino médio à deriva. Hoje, o Brasil forma analfabetos funcionais que, posteriormente, obtém um diploma de graduação sabe-se lá como.

Gobbo Ferreira em entrevista para o canal “Crítica Nacional”, no Youtube, salienta o viés ideológico da doutrinação de “esquerda” nas universidades públicas brasileiras e como isso afeta, prejudicialmente, o desenvolvimento intelectual e econômico do país.

Dotado de um currículo impecável, o militar se formou com louvor na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e no Instituto Militar de Engenharia (IME). Possui diversas pós-graduações, mestrado e doutorado na França. Estudou também no Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica (AIAA) sendo um dos maiores especialistas em propulsão de foguetes.

Gobbo Ferreira defende que o ensino superior forme profissionais para atuar diretamente no mercado de trabalho, dando maior ênfase a setores estratégicos em detrimento de cursos considerados “filosóficos”. De fato, o Brasil perdeu a correnteza das revoluções industriais e técnico-científicas tornando-se um país que importa tecnologia e exporta matéria-prima.

Pior que isso é não proporcionar um ambiente adequado para cientistas nacionais desenvolverem patentes, o Brasil é o país que mais demora para conceder uma patente no mundo. Isso explica o fenômeno da “fuga de cérebros” que é a formação de um profissional extremamente qualificado em um lugar, mas que irá desenvolver estudos e agregar valor em outro. Ou seja, o Brasil paga caro para esse profissional se formar nas melhores universidades públicas e ele dará o retorno desse investimento em outro país, como EUA, Japão, China e países da União Europeia.

Enquanto o viés ideológico de esquerda prevalecer na maior parte do ensino, nosso país estará fadado a formar militantes, não profissionais. Essa é uma verdade difícil de encarar pelo grande aparelhamento que os governos petistas encrustaram na Educação, mas que Gobbo Ferreira garante que irá aceitar esse novo desfio, caso o Presidente Jair Bolsonaro o convide a fazer parte do time ministerial.